3.10.16

Editorial


Nesta edição, o Editorial vai falar sobre as colunas do nosso jornal. O jornal tem cinco colunas fixas: Editorial, Por aí, Vem brincar comigo, Para pensar e a coluna com o destaque da edição do jornal (uma festa, um projeto, uma atividade etc.).
O Editorial é a abertura do jornal; nele, colocamos informações sobre o jornal ou sobre a escola, contamos a história da escola ou de um projeto aqui desenvolvido, e ainda anunciamos o que vem na próxima edição.
A coluna Por aí vai trazer dicas do que fazer com as crianças, exposições nos museus, atividades para crianças nos parque e praças, filmes que estão em cartaz nos cinemas, shows, peças de teatro, tudo nas proximidades na escola.
A coluna Vem brincar comigo traz brincadeiras para as crianças, como jogo dos 7 erros, ligue os pontos, desenhos para pintar, que podem ser feitos pelas crianças e pelos adultos também.
A coluna Para Pensar, como o próprio nome diz, tem a intenção de nos levar a refletir sobre algum assunto que tem importância na formação das crianças. Na Edição Zero, falamos sobre a importância da escuta atenta dos relatos, falas e histórias que a crianças contam. Nesta edição, vamos iniciar uma conversa sobre a Diversidade, tão presente em nossa sociedade e motivo de tanta intolerância nos dias de hoje.
A última coluna do jornal é o destaque de algum festa, evento ou projeto que a escola tenha realizado ou participado. Na Edição Zero, destacamos a Festa Junina. Nesta edição, estamos trazendo o aniversário do nosso vizinho, o Modelódromo, que comemoramos no dia 27/8.
Em todas as colunas, privilegiamos a participação das crianças, seja como ilustradores das matérias, entrevistados, ou entrevistadores, e temos a intenção de ampliar mais essa participação. As colunas não têm um responsável fixo, qualquer pessoa pode sugerir um assunto ou redigir um texto e enviar para o e-mail grupoemeivillalobos@googlegroups.com.
Agora que você conhece a estrutura do jornal, vamos participar!!

Para pensar #2 – Rubens, pai da aluna Melissa

Cabelos crespos, padrão comercial de beleza, autoestima e preconceito

Algumas semanas atrás, minha filha veio até mim e disse que queria alisar o cabelo. Ela tem só 4 anos.

Minha primeira reação foi dizer que alisar os cabelos é coisa de gente grande, e que criança não faz isso porque estraga os cabelos e faz mal pra saúde.

Logo em seguida, perguntei porque ela queria alisar os cabelos, e lá do jeito dela ela foi explicando que era pra ficar comprido, como os das princesas que ela gosta. Daí a mãe dela e eu a encorajamos a valorizar os cabelos dela como são. Dissemos que qualquer tipo de cabelo pode ser lindo, não só os lisos. Achamos que a Melissa ficou satisfeita.

Ainda assim, permaneci perturbado com aquele pedido. Foi um momento em que senti na pele, através da minha filha, o quanto as mulheres, desde criancinhas, são condicionadas a reconhecer e apreciar um único padrão de beleza.

Em quase 100% dos casos, a princesa dos desenhos ou a heroína dos quadrinhos é jovem, branca, magra, alta e tem cabelos lisos e compridos. E esse padrão de beleza está sempre associado à virtude e ao sucesso.

As crianças crescem vendo que, nas histórias, as personagens principais que praticam a bondade, a honestidade, a coragem, o altruísmo, que vencem os desafios, que conquistam o sucesso, são sempre parecidas. Enquanto pessoas de outras cores e raças, pessoas que são gordas, pessoas que são baixas ou pessoas feias são sempre personagens secundários. São os empregados do palácio, o povo das ruas ou os vilões. Aliás, um caso especial de vilão é a “bruxa má”, que é sempre uma mulher bem velha. Estamos dizendo para as meninas que quando envelhecerem, elas vão virar bruxas e ficamos indignados com a quantidade de plásticas e aplicações de botox que as mulheres fazem hoje.

Esse padrão de beleza que deixamos as crianças consumirem também é um dos alicerces do racismo estrutural. Ele faz acreditar, mesmo sem perceber, que pessoas dentro do padrão são melhores e merecem mais oportunidades e mais respeito. E deixa as pessoas alienadas, pois não sentimos estranhamento nenhum quando, por exemplo, vemos que numa reunião de diretoria em qualquer empresa, normalmente todos são brancos, exceto a pessoa que está servindo o café.

São tantos os prejuízos que esse único padrão de beleza comercial causa que minha esposa e eu percebemos que precisamos permanecer atentos e empenhados em oferecer livros e desenhos animados que mostrem, valorizem e estimulem a admiração pela diversidade das pessoas.

Também percebemos que a escola é o principal local onde a criança começa a conviver com as diferenças, e por isso a escola precisa ter conteúdo e atividades que ajudem a impedir que as crianças desenvolvam preconceitos, assim como conteúdo e atividades que estimulem a autoestima e o amor próprio das crianças que têm suas belezas fora do padrão comercial.

Em tempo:
  • Não tem nada de errado se uma menina for alta, magra, branca e ter cabelos compridos e lisos. O que eu denunciei aqui é que nossa sociedade criou um mercado que somente valoriza esse tipo de beleza e deixa todos os outros de fora.
  • Observei que a EMEI Heitor Villa-Lobos trabalha bem essas questões de valorização da diversidade e combate ao preconceito, o que é um excelente fato, embora não tire nossa responsabilidade como pais de fazer o mesmo.

Para pensar #1 – Professoras Yara e Carol (Sala Lilás)

Diversidades na Educação Infantil

Na primeira semana de julho, realizou-se a segunda reunião de pais da Sala Lilás, Infantil I 5B. Durante a reunião, as professoras Yara e Carol deram a devolutiva sobre o trabalho realizado até então. Nas conversas realizadas com os pais, ficou estabelecido que a continuidade do trabalho fosse sobre o tema diversidades, o qual engloba o assunto sobre o “respeito ao próximo”. Essa conversa ocorreu devido a alguns fatos relatados por pais e professores sobre atitudes dos alunos. A Sala Lilás é excelente, com crianças participativas e que atendem as regras de convivência, e para que continue assim, optamos por trabalhar o respeito ao diferente, à escola, à família, à comunidade, enfim, ao planeta. Desta maneira, as professoras montaram um planejamento em conjunto, em que foram levadas em consideração atividades lúdicas e leituras de livros que abordassem o tema.

Fazem parte da literatura escolhida: As Famílias do Mundinho, O Mundinho de Boas Atitudes, A água do Mundinho, todos da autora Ingrid Biesemeyer, Menina bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado, Maria vai com as outras, de Sylvia Orthof, Nerina, a ovelha negra, de Michele Iacoca, A grande questão, de Wolf Erlbruch, entre outros. Para fazermos o registro, utilizamos as artes plásticas, bem como pinturas, colagens, teatro, cartazes e outros materiais e procedimentos.

As professoras têm a expectativa de que os alunos comecem a perceber melhor suas ações diárias, compreendendo o espaço do “outro”, respeitando mais os combinados, ajudando na rotina da sala. Desde o início desse projeto até o presente momento, já começamos a colher vários frutos, pois percebemos que os alunos passaram a questionar e a argumentar mais sobre os relacionamentos diários, bem como a exaltar suas características próprias, seus costumes e gostos. Trabalho produtivo!!!

Eleição do nome do jornal!

Já temos um nome para o jornal: PARQUE ESTRELA!
Celebramos muito essa eleição, que aconteceu no dia 3 de Agosto. Em clima de competição, cada turma se preparou, sob a orientação dos professores, para a escolha do nome do jornal. Assim, as crianças puderam entender a importância da democracia.
Vamos tomar como exemplo, o que aconteceu na Sala Laranja. Para preparar as crianças para a eleição, foi lido o livro Maria vai com as outras, mostrando que não se pode votar influenciado pelos outros.
A ideia do nome vencedor veio da Sala Amarela, sugerido pela aluna Débora. A Débora sugeriu esse nome porque relacionou a escola aos Parques: Ibirapuera, da escola, do prédio, entre outros; e Estrela, veio do encantamento de saber que as estrelas são capazes de realizar todos os nossos desejos.
Os alunos do Infantil II aceitaram o resultado da eleição, mas defenderam os nomes por eles escolhidos: Lobinho e Villa Lobos.

Aniversário do Modelódromo do Ibirapuera


No sábado dia 27/8, as crianças e seus familiares foram convidados a participar do 51º Aniversário do Modelódromo do Ibirapuera. Foi uma manhã muito agradável de sol, em que foi possível conhecer e vivenciar as atrações do Modelódromo que estão disponíveis para visitação pública: Aeromodelismo, Nautimodelismo, Plastimodelismo, Automodelismo, Ferromodelismo e a Feira Orgânica. Em todas as modalidades as crianças foram recebidas com pequenos mimos (desenhos para pintar, brinquedinhos, pirulitos, lanchinhos etc.), e, no final, teve até bolo de parabéns. Também houve distribuição de mudas de tempero, que as crianças puderam plantar na horta da escola. Agradecemos ao Modelódromo pelo convite e aos familiares que prestigiaram o evento.

Vamos brincar... juntos!

Brincadeiras que estimulam a memória, a observação, integração e a criatividade de todos!!


Jogo da Mala cheia!!!!!

O primeiro participante diz "Vou fazer uma viagem e levar um papel". O próximo jogador deverá continuar a frase, acrescentando um objeto cujo nome comece com a última letra do anterior, por exemplo, "Vou fazer uma viagem e levar um papel e um livro". O jogo continua até que alguém não fale a palavra certa. Quem errar sai da brincadeira e o próximo recomeça, com outro objeto.



Inventando histórias

Escolha um objeto pequeno, que vai passar de um participante para o outro (pode ser uma colher ou uma caneta, por exemplo). Tirem na sorte quem vai ficar com o objeto. O sorteado deve olhar pela janela e escolher um personagem para começar uma história. Ele pode dizer algo como "Era uma vez um menino" e aí passa o objeto para quem quiser. O escolhido tem de continuar a história, acrescentando algo que está vendo. Se ele viu um cachorro, por exemplo, pode dizer "Era uma vez um menino, que encontrou seu cachorro, o Rex". A brincadeira continua até alguém achar um final engraçado para a história.




Este jogo ajuda a criança lembrar das características dos membros da família estendida (amigos, professores, vizinhos, irmãos, avós, tios, primos .....) Podemos incluir na brincadeira de adivinhação personagens infantis que todos conhecem. A ideia é descobrir qual pessoa você está pensando. Os participantes fazem até 10 perguntas que ajudaram na descoberta de quem é o personagem ou amigo que você está pensando e você só poderá responder “sim” ou “não”. Quem descobrir tem a vez de pensar no personagem seguinte.





Vem brincar comigo

Vamos encontrar os 7 erros e ligar os pontos?